A tensão entre propriedade intelectual e conhecimentos tradicionais:

o Brasil e o tratado da OMPI

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.20816368

Palavras-chave:

propriedade intelectual, patentes, conhecimentos tradicionais, Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Brasil

Resumo

O presente artigo analisa a relação entre o sistema de patentes e os conhecimentos tradicionais a partir de uma investigação do ordenamento jurídico brasileiro à luz do Tratado da OMPI sobre Propriedade Intelectual, Recursos Genéticos e Conhecimentos Tradicionais Associados. Parte-se da premissa de que os conhecimentos tradicionais não se ajustam plenamente à lógica individualista que caracteriza a proteção patentária. O estudo examina a evolução dos instrumentos jurídicos voltados à proteção desses saberes, com destaque para o tratado da OMPI, que introduz mecanismos de transparência no sistema de patentes, como a divulgação da origem dos recursos genéticos e dos conhecimentos tradicionais associados. Também analisa a Lei nº 13.123/2015, responsável por disciplinar o acesso ao patrimônio genético e a repartição de benefícios no Brasil. A pesquisa adota abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica, análise normativa e exame de caso paradigmático. Conclui-se que o ordenamento jurídico brasileiro dispõe de mecanismos relevantes para a proteção dos conhecimentos tradicionais, mas ainda apresenta limitações na articulação entre o regime de acesso à biodiversidade e o sistema de patentes, demandando aperfeiçoamentos normativos e institucionais para uma implementação mais efetiva das diretrizes estabelecidas pelo tratado da OMPI.

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Biografia do Autor

Thiago Gonçalves Paluma, Universidade Federal de Uberlândia - UFU

Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação e docente da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), na Faculdade de Direito Jacy de Assis. Doutor em Direito pela Universitat de València (UV), Espanha, e Mestre em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Brasil. Coordenador da Rede de Pesquisa de Processo Civil Internacional e Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa em Direito Internacional (GEPDI). Lattes: http://lattes.cnpq.br/5773818156068249. ORCID: 0000-0003-2323-8698. E-mail: thiago.paluma@ufu.br

Marcella Cunha Santos Rodrigues, Universitar de València

Doutoranda na Facultat de Dret, na Universitat de València (UV), Espanha, e Mestre em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Brasil. Bolsista de Desenvolvimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (BDCTI – Nível I) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), vinculada à Agência Intelecto (NIT) da Universidade Federal de Uberlândia. Lattes: http://lattes.cnpq.br/621809115754772. ORCID: 0000-0002-5992-2179. E-mail: marcella.rodrigues@ufu.br

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Publicado

2026-06-30

Como Citar

Gonçalves Paluma, T., & Cunha Santos Rodrigues, M. (2026). A tensão entre propriedade intelectual e conhecimentos tradicionais:: o Brasil e o tratado da OMPI . Revista De Direito Da Amazônia, 3(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.20816368