Saberes ancestrais e sustentabilidade:
a antropização indígena como solução para a Crise Climática global
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20815961Palavras-chave:
saberes ancestrais indígenas, antropização sustentável, crise climática, sustentabilidade, povos indígenas, biodiversidadeResumo
A pesquisa analisa a relevância dos saberes ancestrais indígenas como alternativa sustentável para o enfrentamento da crise climática global, destacando a antropização indígena como prática capaz de conciliar uso e conservação dos recursos naturais. Parte-se da constatação de que os modelos tradicionais de desenvolvimento, baseados na exploração intensiva da natureza, têm contribuído para o agravamento das mudanças climáticas, exigindo a busca por perspectivas que integrem sustentabilidade e justiça socioambiental. O objetivo consiste em analisar de que forma os saberes indígenas, por meio de práticas tradicionais de manejo ambiental, podem contribuir para a mitigação dos impactos climáticos e para a construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em revisão bibliográfica interdisciplinar nas áreas do direito ambiental, antropologia, sociologia e ciências ambientais. Os resultados indicam que práticas como sistemas agroflorestais, manejo tradicional do fogo e uso sustentável do solo contribuem para a conservação da biodiversidade, o sequestro de carbono e a manutenção dos serviços ecossistêmicos. Conclui-se que a valorização e a integração dos saberes indígenas às políticas públicas constituem estratégias relevantes para a construção de respostas sustentáveis à crise climática contemporânea.
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