Antes que fosse tarde demais:
doença rara e direito à vida na Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20847567Palavras-chave:
doenças raras, direito à saúde, judicialização, Amazônia, direito à vidaResumo
O artigo trata sobre a dificuldade de garantir, na Amazônia, o direito à vida e à saúde de crianças com doenças raras diante de falhas diagnósticas, barreiras territoriais e negativas administrativas que atrasam o acesso ao tratamento. Baseando-se na relevância social e jurídica do tema, evidenciada pelo aumento da judicialização da saúde e pela distância entre a proteção normativa robusta e sua efetividade concreta em contextos periféricos. O objetivo geral é analisar como a articulação entre família, ciência, administração pública, regulação sanitária e Poder Judiciário condiciona a proteção desses direitos. Tarefa que requer reconstruir o itinerário diagnóstico-terapêutico; examinar o marco normativo aplicável; compreender o letramento científico e jurídico do pai cuidador; e discutir os limites da judicialização em contexto amazônico. A metodologia é qualitativa, de natureza aplicada, com abordagem descritiva e interpretativa, desenvolvida por meio de estudo de caso com base em autoetnografia analítica, articulando narrativa, documentos clínicos e fontes normativas. A contribuição do estudo está em evidenciar a paternidade atípica como categoria analítica relevante para os direitos humanos, além de demonstrar que o acesso à saúde, em casos de doença rara, depende da capacidade familiar de produzir conhecimento e acionar instituições. Conclui-se que a efetividade do direito à vida não decorre apenas da norma, mas da capacidade estatal de responder em tempo oportuno; quando isso falha, a judicialização emerge como mecanismo de sobrevivência, revelando tanto sua importância quanto as insuficiências estruturais do sistema.
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