Desenvolvimento sustentável e agronegócio: coexistência necessária para um futuro promissor
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17651820Palabras clave:
desenvolvimento sustentável, agronegócio, direito ambiental, Constituição Federal, mudanças climáticasResumen
O debate acerca da aparente oposição entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico tem se mostrado polarizado. Contudo, o ordenamento constitucional brasileiro de 1988 consagra ambos como direitos fundamentais, estabelecendo as bases para o desenvolvimento sustentável, notadamente em seu artigo 170, inciso VI. Este artigo analisa a coexistência necessária entre o agronegócio, setor de inegável relevância para a economia nacional, e os imperativos da sustentabilidade. A partir de uma revisão bibliográfica e documental, que inclui a análise de relatórios como os do IPCC e MapBiomas, demonstra-se que o setor agroalimentar é um dos principais vetores de pressão sobre o meio ambiente, contribuindo significativamente para o desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa. Argumenta-se, porém, que a dicotomia entre produção e preservação é falaciosa, uma vez que os verdadeiros entraves ao crescimento do setor residem em questões estruturais, como desigualdade na distribuição de terras e falta de infraestrutura, e não nas normativas ambientais. Por fim, destaca-se o papel crucial do Ministério Público como indutor de políticas públicas e práticas sustentáveis, por intermédio de uma atuação preventiva que pode conciliar os valores ambientais e desenvolvimentistas, promovendo uma gestão ambiental eficiente.
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Citas
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