A ferramenta de IA Arandu do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.20849326

Palabras clave:

inteligência artificial, Arandu, Base Archeion, segurança jurídica, acesso à justiça

Resumen

O avanço tecnológico e a busca por celeridade processual no Poder Judiciário impõem transformações profundas na estrutura do sistema de justiça. Tais necessidades tornam-se prementes no cenário amazônico, onde barreiras geográficas e logísticas desafiam o acesso à jurisdição. Diante disso, indaga-se: de que maneira a implementação e o uso da inteligência artificial generativa Arandu pelo Tribunal de Justiça do Amazonas impactam a eficiência e a gestão dos processos? Este estudo tem como objetivo analisar a ferramenta Arandu e a base Archeion, identificando suas potencialidades e limites para a gestão das demandas no Estado do Amazonas. Para tanto, adota-se uma metodologia exploratória e descritiva de natureza qualitativa, com recurso pontual a dados quantitativos de terceiros, amparada em pesquisa bibliográfica e documental sob a perspectiva analítica do raciocínio indutivo. O referencial teórico fundamenta-se nas ondas renovatórias de acesso à justiça de Mauro Cappelletti e Bryant Garth, alinhado ao debate contemporâneo sobre governança algorítmica. Conclui-se que, embora a ferramenta se apresente como um vetor promissor para mitigar a morosidade e otimizar rotinas burocráticas, sua eficácia real permanece condicionada à estrita supervisão humana e ao enfrentamento dos riscos de vieses e opacidade algorítmica, de modo a salvaguardar a segurança jurídica de grupos vulneráveis.

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Biografía del autor/a

Amanda Nicole Aguiar de Oliveira, Faculdade Boas Novas

Advogada (OAB/AM 16.807), Membro da Comissão de Admissibilidade do Tribunal de Ética e Disciplina e de Direito Eclesiástico da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Amazonas. Mestra em Direito Ambiental pelo Programa de Pós-graduação Strictu Sensu em Direito Ambiental (PPGDA) da Universidade do Estado do Amazonas. Professora Universitária na Faculdade Boas Novas de Ciências Teológicas, Sociais e Biotecnológicas. Membra da Academia de Letras, Ciências e Culturas da Amazônia sob o registro de cadeira 353. Associada ao Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Direito (CONPEDI). Email: amanda.nicoleaguiar@outlook.com. Lattes:  http://lattes.cnpq.br/7750425429395570 . Orcid: https://orcid.org/0009-0005-8351-0755

Patrícia Fortes Attademo Ferreira , Universidade do Estado do Amazonas

Pós Doutora en los Retos Actuales del Derecho Público pela Universidade de Santiago de Compostela. Doutora em Ciências Jurídicas pela Universidade Castilla La Mancha. Mestre em Direito pela Universidade Gama Filho. Professora Associada da Universidade do Estado do Amazonas, concurso 2008, onde ministra as disciplinas de Estágio Supervisionado. Atualmente é Chefe de Gabinete do Magnífico Reitor da UEA. Advogada desde 1990, tendo atuado nas Áreas Cível, Trabalhista e Previdenciário. Email: patriciaattademo@hotmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/7473851142494544. Orcid https://orcid.org/0000-0001-9364-0186.

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Publicado

2026-06-30

Cómo citar

Aguiar de Oliveira, A. N., & Fortes Attademo Ferreira , P. (2026). A ferramenta de IA Arandu do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas. Revista De Direito Da Amazônia, 3(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.20849326

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