A ferramenta de IA Arandu do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20849326Palabras clave:
inteligência artificial, Arandu, Base Archeion, segurança jurídica, acesso à justiçaResumen
O avanço tecnológico e a busca por celeridade processual no Poder Judiciário impõem transformações profundas na estrutura do sistema de justiça. Tais necessidades tornam-se prementes no cenário amazônico, onde barreiras geográficas e logísticas desafiam o acesso à jurisdição. Diante disso, indaga-se: de que maneira a implementação e o uso da inteligência artificial generativa Arandu pelo Tribunal de Justiça do Amazonas impactam a eficiência e a gestão dos processos? Este estudo tem como objetivo analisar a ferramenta Arandu e a base Archeion, identificando suas potencialidades e limites para a gestão das demandas no Estado do Amazonas. Para tanto, adota-se uma metodologia exploratória e descritiva de natureza qualitativa, com recurso pontual a dados quantitativos de terceiros, amparada em pesquisa bibliográfica e documental sob a perspectiva analítica do raciocínio indutivo. O referencial teórico fundamenta-se nas ondas renovatórias de acesso à justiça de Mauro Cappelletti e Bryant Garth, alinhado ao debate contemporâneo sobre governança algorítmica. Conclui-se que, embora a ferramenta se apresente como um vetor promissor para mitigar a morosidade e otimizar rotinas burocráticas, sua eficácia real permanece condicionada à estrita supervisão humana e ao enfrentamento dos riscos de vieses e opacidade algorítmica, de modo a salvaguardar a segurança jurídica de grupos vulneráveis.
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