Saberes ancestrais e sustentabilidade:

a antropização indígena como solução para a Crise Climática global

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.20815961

Palabras clave:

saberes ancestrais indígenas, antropização sustentável, crise climática, sustentabilidade, povos indígenas, biodiversidade

Resumen

A pesquisa analisa a relevância dos saberes ancestrais indígenas como alternativa sustentável para o enfrentamento da crise climática global, destacando a antropização indígena como prática capaz de conciliar uso e conservação dos recursos naturais. Parte-se da constatação de que os modelos tradicionais de desenvolvimento, baseados na exploração intensiva da natureza, têm contribuído para o agravamento das mudanças climáticas, exigindo a busca por perspectivas que integrem sustentabilidade e justiça socioambiental. O objetivo consiste em analisar de que forma os saberes indígenas, por meio de práticas tradicionais de manejo ambiental, podem contribuir para a mitigação dos impactos climáticos e para a construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em revisão bibliográfica interdisciplinar nas áreas do direito ambiental, antropologia, sociologia e ciências ambientais. Os resultados indicam que práticas como sistemas agroflorestais, manejo tradicional do fogo e uso sustentável do solo contribuem para a conservação da biodiversidade, o sequestro de carbono e a manutenção dos serviços ecossistêmicos. Conclui-se que a valorização e a integração dos saberes indígenas às políticas públicas constituem estratégias relevantes para a construção de respostas sustentáveis à crise climática contemporânea.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Edvania Barbosa Oliveira Rage, UEA

Doutoranda em Direito Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mestre em Direito Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), graduada em Direito e coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas do Centro Universitário Martha Falcão Wyden. Desenvolve pesquisas nas áreas de Direito Ambiental, povos indígenas, justiça climática, sustentabilidade e direitos humanos. Manaus, Amazonas, Brasil. Lattes: https://lattes.cnpq.br/1825091570546904. Orcid: 0000-0001-7953-4125. E-mail: edv.adv@hotmail.com.

Bianor Saraiva Nogueira Júnior, UEA

Doutor em Sociedade e Cultura na Amazônia pelo Programa de Pós-Graduação - PPGSCA da Universidade Federal do Amazonas - UFAM; Doutor em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (Conceito 7 - CAPES); Doutor em Antropologia pela Universidade Federal de Pelotas - UFPel/RS; Mestre em Direito Ambiental pelo PPGDA da Universidade do estado do Amazonas - UEA; Especialista em Direito Penal e Direito Processual Penal pela Universidade Federal do Amazonas - UFAM; Graduado em Direito pela Universidade Federal do Amazonas - UFAM; Professor Adjunto do curso de Direito da Universidade do Estado do Amazonas - ED/UEA; Professor Doutor do curso de Mestrado em Direito Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas - PPGDA/UEA; Professor Doutor do curso de Pós-graduação em Direito Público, ED/UEA; Pesquisador no Observatório para a Qualidade da Lei (LEGISLAB-UFMG); Pesquisador no Observatório de Políticas Públicas da Amazônia - OSPPA-UEA; Escritor; Procurador Federal - PGF/AGU (bianor.saraiva@agu.gov.br); Condecoração Jubileu de Bronze - Comenda - AGU, 2015; Condecoração Jubileu de Prata - Comenda - AGU, 2022. Desenvolve pesquisas nas áreas de Direito Ambiental, Amazônia, sustentabilidade, governança ambiental e direitos dos povos indígenas. Manaus, Amazonas, Brasil. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3384857458869556. ORCID: 0000-0003-2189-2573. E-mail: bianor.saraiva@agu.gov.br.

Citas

ACSELRAD, Henri. Justiça ambiental e construção social do risco. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2010.

ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Territórios e territorialidades específicas na Amazônia. Manaus: UEA Edições, 2008.

ALTIERI, Miguel A. Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

BALÉE, William. Footprints of the forest: Ka'apor ethnobotany. New York: Columbia University Press, 1994.

DESCOLA, Philippe. Par-delà nature et culture. Paris: Gallimard, 2005.

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

FERREIRA, J. et al. Brazil’s environmental leadership at risk. Science, 2014.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GLASER, Bruno. Prehistoric Amazonian dark earths, their properties and use. Netherlands Journal of Geosciences, 2007.

HECHT, Susanna B.; POSEY, Darrell A. Preliminary results on soil management techniques of the Kayapó Indians. Advances in Economic Botany, 1989.

INGOLD, Tim. The perception of the environment. London: Routledge, 2000.

IPBES – Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services. Global Assessment Report on Biodiversity and Ecosystem Services. 2019.

IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change. Climate Change and Land. Geneva, 2019.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

LEFF, Enrique. Epistemologia ambiental. São Paulo: Cortez, 2001.

NOBRE, Carlos A. et al. Land-use and climate change risks in the Amazon. PNAS, 2016.

NOGUEIRA JÚNIOR, Bianor Saraiva. Amazonissínio: Por um sistema jurídico pluridimensional da Amazônia / Bianor Saraiva Nogueira Júnior. – Belo Horizonte: Editora Expert, 2024. 261 p

OIT – Organização Internacional do Trabalho. Convenção nº 169 sobre povos indígenas e tribais. 1989.

PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. A globalização da natureza e a natureza da globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.

POSEY, Darrell A. Indigenous management of tropical forest ecosystems. Agroforestry Systems, 1985.

PYNE, Stephen J. Fire: a brief history. Seattle: University of Washington Press, 2019.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Revista de Ciências Sociais, 2005.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal. Coimbra: Almedina, 2010.

TOLEDO, Victor M.; BARRERA-BASSOLS, Narciso. La memoria biocultural. Barcelona: Icaria, 2008.

Publicado

2026-06-30

Cómo citar

Barbosa Oliveira Rage, E., & Saraiva Nogueira Júnior, B. (2026). Saberes ancestrais e sustentabilidade: : a antropização indígena como solução para a Crise Climática global. Revista De Direito Da Amazônia, 3(1). https://doi.org/10.5281/zenodo.20815961

Artículos similares

1 2 3 4 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.